Infarto do Miocárdio: o que é? Saiba tudo aqui!

Infarto agudo do miocárdio

Infarto Agudo do Miocárdio

O infarto agudo do miocárdio (IAM) é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil.

De acordo com dados do DATASUS, essa doença provoca a morte de cerca de 100 mil brasileiros por ano, sendo a principal causa de morte no país.

No período de 1995 a 2003 houve um aumento na taxa de internação por IAM de cerca de 45%.

Nos EUA, cerca de 1 milhão de pessoas têm um infarto a cada ano.

A mortalidade hospitalar por IAM é de cerca de 6% em estudos clínicos controlados, porém pode chegar até a 21% em alguns centros médicos com menos recursos.

A maior parte das mortes ocorrem ainda na fase pré-hospitalar. Cerca de 40-65% das mortes por infarto acontecem na primeira hora e cerca de 80% nas primeiras 24 horas.

Causas do Infarto do Miocárdio

Infarto do miocárdio - fisiopatologia
Infarto do miocárdio – fisiopatologia

O infarto é causado pela obstrução do fluxo de sangue em uma ou mais artérias coronárias. Assim uma área do músculo cardíaco fica sem receber sangue e, consequentemente, sem oxigênio e nutrientes.

Desse modo essa musculatura entra em sofrimento e, se esse processo se prolonga por cerca de 20-30 minutos ou mais, há a chamada necrose, que é a morte desse tecido cardíaco muscular, ocorrendo então o infarto.

 

A maior parte das obstruções é causada por uma placa aterosclerótica na parede da coronária (ou “placa de gordura”). Quando essa placa se rompe há a formação de um trombo ou coágulo de sangue, o que obstrui a circulação da artéria.

Esse coágulo também pode se formar em pacientes com doenças trombofílicas ou arterites, em consequência de espasmo coronariano prolongado, uso de drogas como cocaína, ponte miocárdica (trajeto intramuscular da coronária), entre outras causas.

A doença aterosclerótica é multi-fatorial. Os fatores de risco mais comuns para a formação de placas de ateroma nas artérias são:

  1. Tendência familiar
  2. Colesterol ruim alto (LDL) e/ou colesterol bom baixo (HDL)
  3. Tabagismo
  4. Idade maior que 45 anos para homens e 55 anos para mulheres
  5. Sexo masculino (até os 55 anos)
  6. Hipertensão arterial sistêmica
  7. Diabetes
  8. Obesidade
  9. Sedentarismo
  10. Uso de drogas como cocaína

Sintomas

O sintoma clássico é a dor torácica em aperto, que pode ser no meio do tórax ou no lado esquerdo do peito (precórdio).

Essa dor pode se irradiar ou não para o braço esquerdo, mandíbula ou pescoço.

A dor do infarto dura mais que 20 minutos e geralmente vem acompanhada de sudorese (“suor frio”) e mal-estar.

Porém, alguns pacientes podem apresentar dor em outras regiões como na barriga, pescoço, mandíbula ou somente no braço. Por isso, se diz que dor do umbigo para cima pode ser infarto.

Alguns pacientes podem apresentar outros sintomas atípicos, ocasionalmente sem dor, como falta de ar, tontura, sudorese, náuseas ou mal-estar. Alguns inclusive infartam sem apresentar sintomas.

O infarto silencioso é mais comum em idosos, diabéticos e nas mulheres.

Tratamento

Um ataque cardiaco silencioso pode ser mais perigoso!
Ataque cardíaco

O tratamento envolve a internação na unidade de emergência ou unidade coronariana.

O paciente é colocado sob repouso, monitorizado, com uso de oxigênio sob cateter nasal.

O médico irá coletar a história brevemente e realizar o exame físico. Faz-se o eletrocardiograma (ECG) que pode ser conclusivo ou não.

Coleta-se exames de sangue e as enzimas cardíacas que geralmente confirmam o infarto.

Geralmente são usadas uma série de medicações que ajudam a estabilizar o quadro e podem melhorar a dor, desconforto, reduzir a morbidade e a mortalidade.

Entre essas medicações estão o ácido acetilsalicílico (antiplaquetário, para reduzir o coágulo), os nitratos (para a dor), betabloqueadores (para reduzir a frequência cardíaca, reduzindo os danos), morfina (analgésico potente), heparina, antiplaquetários etc.

O principal é abrir o fluxo da artéria obstruída. Esse foi o tratamento que mais mostrou eficácia em reduzir a mortalidade pelo infarto.

Isso pode ser feito tanto com o uso de drogas (trombolíticos) que destroem o coágulo, como através de angioplastia coronariana.

Geralmente, em centros aonde está disponível, o melhor método é a angioplastia. Porém, em casos de infarto de início recente (menos que 3 horas) a eficácia das medicações trombolíticas é similar.

Conclusão

A melhor medida a ser feita contra o infarto é a prevenção!

Nos países desenvolvidos está havendo uma redução da mortalidade por infarto nos últimos anos, devido a um melhor controle nos fatores de risco e a melhorias nos recursos terapêuticos.

Portanto, controle os fatores de risco modificáveis como a pressão arterial, a glicemia, o colesterol etc.

Mude seus hábitos de vida como a alimentação e a atividade física.

Cuide da sua saúde!

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