Artigos sobre saúde e qualidade de vida

Cardiologista: 5 coisas que você deve saber sobre esse especialista!

Cardiologista: 5 coisas que você precisa saber sobre esse profissional

Cardiologista Dr. Diogo Kalil

O Cardiologista é o médico que trata as doenças do coração. 

Você sabia que essas doenças são a principal causa de morte individual no Brasil?

Mas saiba que, com a ajuda do cardiologista, você pode prevenir essas doenças.

Então leia esse artigo e entenda melhor esse importante assunto!

1) O cardiologista é o médico especialista nas doenças do coração e do sistema circulatório

Você sabia que o cardiologista estuda muito para se tornar especialista?

A formação normalmente exige, além dos 6 anos do curso de medicina, mais 2 anos de residência em clínica médica e mais 2 anos de residência em Cardiologia.

Foi assim comigo, que fiz o curso de medicina na UnB e a residência de cardiologia no Hospital de Base de Brasília.

Muitos profissionais ainda estudam mais tempo para se especializar ainda mais, como em arritmias, hemodinâmica ou métodos de imagem.

Todo esse esforço é necessário pois as doenças do coração e do sistema cardiovascular estão entre as mais importantes em nossa sociedade.

2) As doenças tratadas pelo cardiologista matam mais que câncer

As doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 30% de todas as mortes, sendo a principal causa de morte individual no nosso país.

No ano de 2017, quase 290 mil brasileiros perderam a vida por doenças como infarto do miocárdio ou AVC.

Porém, o que você talvez não saiba é que boa parte dessas mortes poderiam ser prevenidas.

Com medidas simples como mudanças no estilo de vida, melhora na dieta, parar de fumar, fazer exercícios físicos e controle da pressão, do colesterol e do açúcar no sangue é possível prevenir as principais doenças cardíacas.

Por isso, é muito importante se consultar com um cardiologista regularmente. Pois ele é o médico que vai te ajudar a cuidar da saúde do seu coração e prevenir essas doenças.

Eu recomendo aos meus pacientes que venham se consultar ao menos uma vez no ano, pois estamos falando de doenças muito frequentes no nosso país e que causam muitas mortes.

3) O cardiologista é o especialista que trata da pressão alta

A dieta DASH ajuda a controlar a pressão arterial. Cardiologista Dr Diogo Kalil

A hipertensão é uma das doenças crônicas mais comuns. Um em cada quatro brasileiros são hipertensos.

Entre os idosos, a hipertensão pode acometer até metade das pessoas.

É uma doença muitas vezes silenciosa, o que a torna mais perigosa ainda.

Ela pode aumentar o risco de infarto, doenças nos rins, nos olhos e de acidente vascular cerebral (AVC).

O cardiologista é o especialista que pode te ajudar a controlar a pressão e reduzir esse risco.

Além de passar medicações, ele pode te ajudar a fazer outras medidas que controlem a pressão, como diminuir o sal, fazer dieta, atividade física, melhorar o sono etc.

Assim caso seja hipertenso, procure seu cardiologista periodicamente para fazer um check-up periódico e cuidar da sua saúde.

4) Quando é que devemos procurar um cardiologista

Um ataque cardiaco silencioso pode ser mais perigoso! Cardiologista Dr. Diogo Kalil

Recomendo que você procure seu cardiologista uma vez ao ano para fazer uma consulta, verificar sua pressão arterial e fazer um eletrocardiograma.

Caso seja necessário ele pode pedir outros exames complementares também.

Mas, além disso, pessoas com sintomas de doenças cardiovasculares também devem marcar um cardiologista.

E quais são esses sintomas:

  • Dor no peito: a dor no peito pode ocorrer por entupimentos nas artérias coronárias do coração ou por inflamação no coração.
  • Falta de ar: esse sintoma pode ocorrer por causa de problemas no coração, como a insuficiência cardíaca, ou também por entupimentos das coronárias.
  • Palpitações: as palpitações podem ser sinal de alguma arritmia.
  • Tontura ou desmaio: são sintomas que devem ser investigados também no cardiologista, pois muitas vezes ocorrem devido a doenças cardiovasculares.

Além disso, pessoas que tenham doenças que aumentam o risco de doenças cardíacas também devem se consultar com o cardiologista. Entre essas doenças estão:

  • A Hipertensão
  • O diabetes
  • O colesterol alto
  • A insuficiência renal

Pessoas que tem fatores de risco para problemas cardiológicos também devem ficar atentas e procurar regularmente o cardiologista. Entre esses fatores de risco estão: o fumo, a obesidade, o sedentarismo, o estresse e o histórico na família de infarto, AVC e morte súbita.

5) Quais exames o cardiologista pode pedir?

O cardiologista normalmente já faz o eletrocardiograma do paciente antes da consulta, pois é o exame mais básico da cardiologia.

Ele mostra como está o ritmo do coração, se tem alguma arritmia.

Cardiologista Dr Diogo Kalil

Mostra também possíveis sobrecargas nas câmaras cardíacas.

Pode mostrar também se há bloqueios ou se o paciente teve um infarto recente ou antigo.

Pode sugerir também isquemia, que é o entupimento nas veias do coração.

Portanto, é um exame que pode dar muitas informações e ajudar no processo de diagnóstico.

O teste de esteira muitas vezes é solicitado também, pois pode mostrar se o paciente tem isquemia e arritmias que aparecem no esforço.

O teste ergométrico também pode dizer a capacidade física do paciente e se a pressão arterial e a frequência cardíaca estão normais no esforço.

Já o ecocardiograma é um exame de imagem que serve para ver se tem algum sopro nas válvulas do coração. Ele também mostra o tamanho das cavidades cardíacas, o músculo cardíaco e a força de contração do coração.

O Holter de 24h mostra um eletrocardiograma, mas de 24 horas de duração, pois o paciente leva o aparelho para a casa. Desse modo, o cardiologista pode saber se o paciente tem alguma arritmia que só aparece em determinados momentos.

Já o Mapa mostra o comportamento da pressão arterial nas 24 horas e serve para ajudar no diagnóstico de hipertensão.

Conclusão

Não deixe de cuidar da sua saúde!

O Cardiologista pode te ajudar a prevenir muitas doenças e a tratar dos problemas que eventualmente você tenha.

Ele é o profissional capacitado para te ajudar a cuidar melhor da saúde do seu coração.

Marque sua consulta!

Quem sou?


Meu nome é Diogo, sou casado e pai de 4 lindas crianças. 

Nasci em 1981 e fui criado em Sobradinho, cidade-satélite de Brasília.

Estudei em escola pública e sempre recebi o incentivo dos meus pais, que são professores, para tentar correr atrás dos meus sonhos.

Consegui uma bolsa de estudos durante o segundo grau para estudar em uma escola privada em Brasília.

Com muito custo e dificuldades passei no vestibular de medicina da UnB, um dos mais concorridos do Brasil, onde me formei médico em 2005.

Em 2008, quando fazia a residência de Clínica Médica, recebi o diagnóstico de um câncer. Na ocasião minha esposa estava grávida do nosso primeiro filho.

Após a cirurgia para retirada do tumor, pela graça de Deus, descobrimos que a doença era, na realidade, benigna. 

Quero ajudar você a cuidar da saúde do seu coração! Já passei pela dificuldade de estar do outro lado, ou seja, de ser um paciente aflito e sei o quanto ser recebido por um médico empático ajuda no processo de tratamento.

Marque sua consulta comigo! Estou aqui para te ajudar!

Telefone: (61) 3213-4805.

Taquicardia após a Covid: é normal?

Você está tendo episódios frequentes de taquicardia após a Covid e está com medo de ter complicações cardíacas?

Saiba que muitas pessoas estão se sentindo assim também, afinal, problemas no coração são perigosos e, caso não sejam adequadamente tratados, podem levar o paciente ao óbito.

Para você poder entender melhor a relação entre a covid e os problemas cardíacos, preparei este artigo para você, a fim de que se informe melhor e possa tomar os cuidados necessários.

Portanto, não deixe de ler até o final para ficar atento aos sinais que seu organismo apresenta.

Taquicardia após a Covid, é normal?

A pandemia tomou conta do mundo e trouxe diversas incertezas e certezas para a comunidade científica.

Na questão cardiovascular, a Covid demonstrou que consegue afetar o coração e de deixar diversas sequelas cardíacas.

Inclusive, as complicações cardíacas estão sendo constatadas em pacientes que já se recuperaram da Covid e que nunca tiveram problemas do coração.

Por exemplo, uma pesquisa feita na Alemanha mostrou como o coração é afetado pelo coronavírus.

Os pesquisadores fizeram um estudo com 100 pessoas, com idade aproximada de 50 anos e que se recuperaram da Covid.

A maioria das pessoas teve quadro assintomático ou desenvolveu sintomas bem leves.

Dois meses após o diagnóstico, os pesquisadores submeteram os mesmos pacientes, que estavam 100% curados, a novos exames.

E as descobertas surpreenderam, já que, aproximadamente:

  • 80% dos pacientes desenvolveram anomalias no coração;
  • 60% desenvolveram miocardite, ou seja, inflamação do músculo cardíaco;

Outro estudo também mostrou dados preocupantes, já que 39 pacientes que faleceram de coronavírus foram submetidos a autópsias.

Nessas autópsias, 60% dos pacientes estavam com o vírus presente no miocárdio.

Enfim, já passou o tempo de achar que o coronavírus ataca somente os pulmões. A experiência tem mostrado uma realidade bem diferente e mais perigosa. 

Dentre as sequelas cardíacas que estão sendo desenvolvidas, destaca-se a injúria miocárdica e descontroles de doenças crônicas que antes estavam estabilizadas.

Além disso, são bem comuns os casos de pacientes infartados e com miocardite (inflamação do músculo cardíaco).

Enfim, como se pode analisar, não é tão raro que o paciente fique com sequelas cardíacas após a Covid, principalmente os pacientes de risco.

Como fatores de risco, cita-se a obesidade, idade avançada, diabéticos, além dos pacientes que já carregam, há anos, algum quadro de complicação cardiovascular.

Diante dessas sequelas cardíacas, os pacientes costumam apresentar diversos sintomas, entre eles, a taquicardia.

Desse modo, a taquicardia pode vir acompanhada de outros sintomas, como:

  • Dores no peito;
  • Dores de cabeça;
  • Falta de ar;
  • Palpitações;
  • Cansaço;

Ainda não se tem certeza do que leva o coração a ser tão afetado pela Covid. No entanto, diversos estudos estão sendo realizados, a fim de que se possa encontrar explicações para essa relação entre Covid e doenças do coração.

Nesses estudos, os pesquisadores conseguiram identificar 3 possíveis razões para que os pacientes desenvolvam doenças cardiovasculares.

Primeira explicação

A primeira explicação mostra que a enzima que converte a ECA2 (angiotensina) é usada pelo Sars-Cov 2 para entrar nas células.

Vale destacar que os pulmões e coração são os órgãos onde a ECA2 é mais presente, causando, desse modo, a pneumonia e a miocardite.

O dano mais potencial que o paciente sofre em seu sistema cardiovascular pode ser explicado pelo fato desse paciente ser hipertenso e cardiopata, portanto, ter maior concentração da ECA2.

Segunda explicação

A segunda explicação está ligada à alta carga inflamatória provocada por uma reação exagerada do sistema de defesa do nosso organismo para combater a Covid.

Essa desordem inflamatória seria a circunstância propícia para causar danos ao coração e aos vasos.

Terceira explicação

Uma terceira explicação constatada nas pesquisas é o fato de que a Covid, especialmente quando em quadros graves, provoca um estado de isquemia, já que o coração é forçado a trabalhar mais e acaba sendo danificado.

Conclusão – Taquicardia após a Covid

Como visto, as sequelas cardíacas causadas pela Covid são relativamente frequentes.

Com isso, os sintomas começam a aparecer, entre eles, a taquicardia.

Desse modo, é de extrema importância que você fique atento a todo e qualquer sintoma que seu organismo apresente, a fim de que possa buscar ajuda médica a tempo de solucionar o problema.

Se tiver mais alguma dúvida sobre a taquicardia após a Covid, exponha nos comentários, pois terei o maior prazer em solucionar todas as dúvidas relacionadas ao assunto.

Há relação entre Covid e infarto?

De março de 2020 até hoje, o assunto que está na boca do povo é o coronavírus e uma das principais dúvidas e medos é sobre a relação entre Covid e infarto.

Você se considera uma pessoa que tem problemas cardíacos e com medo de sofrer um infarto caso apresente a Covid?

Vou responder essa dúvida neste artigo para você entender a relação entre infarto e esse vírus tão desastroso presente no nosso dia a dia.

Qual a relação entre Covid e o infarto?

Na pandemia, o número de casos de pessoas que chegam aos hospitais infartados é alto.

Muitas dessas pessoas acabam morrendo por conta dos problemas cardíacos.

Por conta disso, a relação entre Covid e infarto tem sido objeto de estudo pela comunidade científica de diversos países.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 50% das pessoas que faleceram por conta da Covid-19 tinham problemas cardíacos.

Por isso, o seu medo de ser mais uma pessoa a entrar nessa estatística é justificável e com toda a razão.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, mais de 130 pacientes que foram internados por coronavírus na China acabaram desenvolvendo arritmia.

Além disso, pouco mais de 7% desses pacientes tiveram lesões agudas no coração.

De acordo com os diversos estudos que estão sendo conduzidos por profissionais da saúde, 2 possibilidades foram detectadas para justificar o número, cada vez mais alto, de óbitos por conta de complicações cardíacas.

Primeira possibilidade

A primeira possibilidade seria o medo dos pacientes que têm problemas cardíacos de irem aos hospitais e entrarem em contato com pessoas infectadas pela Covid-19.

Desse modo, uma complicação cardíaca, que poderia ser diagnosticada e solucionada logo de início, vai se agravando com o tempo.

Ou seja, as pessoas estariam morrendo mais de doenças cardíacas por estarem procurando menos, ou mais tardiamente, por assistência médica especializada.

Segunda possibilidade

A segunda justificativa é que a Covid-19 pode ser um fator de risco para pacientes com problemas cardíacos.

Assim, o coronavírus seria um potencializador das complicações que levam um paciente ao infarto.

Porém, os estudos ainda não estão concluídos, de modo que não há 100% de certeza sobre a relação entre a Covid e o aumento do número de pacientes infartados.

No estudo desta segunda justificativa, encontraram 3 hipóteses para estabelecer essa relação entre Covid e o infarto. 

A primeira hipótese é que o vírus Sars-Cov 2 utiliza uma enzima que converte a angiotensina 2 (ECA2) para que entre nas células.

A ECA2 está muito presente nos pulmões, no coração e nos vasos sanguíneos, o que acaba explicando os problemas do coração.

Como os pacientes cardíacos e hipertensos têm uma quantidade maior da ECA2 2, o risco de infarto acaba sendo maior.

A segunda hipótese se refere à alta carga inflamatória motivada pela reação exagerada do sistema de defesa do nosso corpo contra a Covid-19.

Essa tempestade inflamatória pode ser a causadora dos danos aos vasos, que podem causar trombose e obstruções em artérias, e ao próprio coração.

Uma última hipótese é que a infecção, quando mais grave, pode causar isquemia, já que força o coração a trabalhar com mais intensidade, causando danos ao miocárdio.

Conclusão – relação entre Covid e infarto

Tendo em vista as informações acima, os pacientes com problemas cardíacos e os hipertensos podem estar mais expostos ao risco de infarto.

Esse risco pode se acentuar ainda mais, caso outros fatores se somem aos problemas cardíacos, como obesidade, idade avançada, diabetes e doenças renais.

Se você se enquadra em alguma dessas situações, é muito importante que você tome todos os cuidados necessários para se prevenir da Covid-19.

E, diante do surgimento dos primeiros sintomas, não perca tempo em buscar ajuda médica.

Caso tenha ficado com alguma dúvida sobre a relação entre Covid e infarto, fique à vontade para deixar um comentário, que vou ter o maior prazer em responder.

Cuidados com o coração após Covid

Você se recuperou da Covid, mas está com medo das complicações cardíacas? Então você precisa saber se orientar quanto aos cuidados com o coração após Covid.

É fundamental que os cuidados necessários sejam tomados, a fim de que o quadro clínico não se complique e as chances de óbito não aumentem.

Foi pensando nessa situação que preparei este artigo para você, a fim de que você possa se orientar, da maneira adequada, sobre os cuidados que precisa tomar para que a situação não se agrave.

Portanto, leia até o final e boa leitura.

cuidados com o coração pós covid 2

Quais os cuidados com o coração após Covid?

Se você acha que basta a recuperação da Covid para ficar 100% bem, não se deixe enganar.

É preciso ter a certeza de que a infecção não fez com que seu organismo ficasse cheio de sequelas.

Ainda há muito o que entender sobre a Covid, porém, os estudos já sinalizam a importância de se dar atenção às complicações cardíacas causadas após a recuperação.

Até mesmo quem nunca teve nenhum problema cardíaco pode desenvolver complicações no coração.

Desse modo, é recomendável que os pacientes com Covid sejam monitorados por cardiologistas durante e após a recuperação.

Diversos estudos estão sendo feitos para tentar compreender, da melhor maneira possível, este assunto.

No entanto, o que se sabe até agora é que a Covid consegue atacar o músculo cardíaco e causar a miocardite, que é a inflamação desse músculo.

O miocárdio fica encarregado de bombear o sangue para todo o corpo. Quando está inflamado, essa função fica prejudicada, podendo causar insuficiência cardíaca e arritmia.

Outra complicação relacionada a exagerada resposta imunológica por conta da infecção é a anomalia provocada no endotélio dos vasos, contribuindo para o desenvolvimento de infarto e trombose.

Desse modo, a alta médica recebida após a recuperação da Covid não pode ser encarada como solução total dos problemas.

Há grandes chances de sequelas nos órgãos, de modo que, qualquer sintoma deve ser imediatamente avaliado.

Os sintomas podem ser os mais variados, como:

  • Cansaço;
  • Falta de ar;
  • Palpitações;
  • Dor no peito;
  • Dores de cabeça, etc. 

Assim, se você teve Covid, é muito importante que fique atento aos sintomas que vão surgindo na rotina pós infecção. 

E é fundamental que você mantenha uma rotina saudável, por meio de boa alimentação, atividades físicas (desde que liberadas pelo seu médico) e pensamento positivo.

O controle de fatores de risco e sua importância

Você tem diabetes, idade avançada ou é obeso? Saiba que essas condições complicam, ainda mais, a infecção causada pela Covid.

A idade avançada é a condição que causa mais risco, seguida pela obesidade.

No caso da obesidade, é preciso avaliar o IMC (Índice de Massa Corporal).

Se você for um obeso grau 1 (IMC de 30 a 34.9kg/m2), o seu risco é de 1,5 maior.

Caso seja obeso grau 2, com IMC variando de 35 a 39,9kg/m2, você tem 1.8 maior de risco.

Porém, se você tem um quadro de obesidade mórbida, com IMC superior a 40kg/m2), seu risco é tão alto quanto à idade avançada.

Agora, se você for diabético e se você controlar a doença, o seu risco é de 1,5% maior.

Porém, se a doença está descontrolada, o risco é duplicado.

Assim, se você se enquadra em algum fator de risco citado acima, é fundamental adotar um estilo de vida saudável, para que diminua o risco de contrair formas mais graves da Covid e de ser vítima de infarto.

Caso tenha mais alguma ou queria saber mais informações sobre os cuidados com o coração após covid, deixe seu comentário que terei o maior prazer em responder.

Covid 19 e coração quais as consequências

Você tem problemas cardíacos, está com medo do coronavírus e quer entender as consequências da relação entre Covid-19 e coração?

Atento a esse medo presente em muitas pessoas cardiopatas, preparei este artigo para explicar a relação entre o novo coronavírus, o coração e as consequências que podem surgir dessa relação.

Desse modo, se você tem medo de ser mais uma vítima da Covid, leia este artigo até o final para poder se orientar melhor.

Covid-19 e coração – quais as consequências?

No início, pensava-se que a Covid era uma doença que atingia somente os pulmões.

No entanto, com o passar do tempo e com o aumento veloz de óbitos, a doença mostrou que ela ataca quase todas as funções e órgãos do corpo humano.

E, de acordo com estudos mais recentes, o coração pode ser um dos órgãos que a Covid causa danos mais fatais.

A inflamação causada no músculo cardíaco e relacionada a Covid é um problema que tem sido notado com mais frequência pelos médicos.

Esse problema, inclusive, tem sido notado em pacientes assintomáticos e naqueles que não apresentam nenhuma gravidade em seu quadro.

A miocardite, que é a inflamação do músculo cardíaco, nem sempre pode ser considerado grave, porém, pode causar uma insuficiência cardíaca, dependendo do caso.

Por isso, os problemas cardiovasculares devem ser analisados com a atenção necessária.

Isso porque, a Covid consegue impactar a estrutura do miocárdio, causando tromboses e inflamações. Esse impacto que o sistema cardiovascular sofre pela Covid pode se manifestar de diversas formas, como:

  • Insuficiência cardíaca;
  • Arritmia;
  • Miocardite, etc.

Um estudo feito na Alemanha mostrou como o coração é afetado pelo coronavírus.

Os pesquisadores fizeram um estudo com 100 pessoas, com idade aproximada de 50 anos e que se recuperaram da Covid.

A maioria das pessoas teve quadro assintomático ou desenvolveu sintomas bem leves.

Dois meses após o diagnóstico, os pesquisadores submeteram os mesmos pacientes, que estavam 100% curados, a novos exames.

E as descobertas surpreenderam, já que, aproximadamente:

  • 80% dos pacientes desenvolveram anomalias no coração;
  • 60% desenvolveram miocardite, ou seja, inflamação do músculo cardíaco;

Outro estudo também mostrou dados preocupantes, já que 39 pacientes que faleceram de coronavírus foram submetidos a autópsias.

Nessas autópsias, 60% dos pacientes estavam com o vírus presente no miocárdio.

Apesar de os estudos serem considerados de pequeno porte e as conclusões não serem 100% compreendidas, ficou claro para os pesquisadores que os pacientes podem desenvolver problemas cardíacos, ainda que estejam recuperados da Covid.

A comunidade científica está na busca em compreender como a Covid-19 provoca a miocardite.

Ainda não se sabe se essa inflamação se desenvolve:

  • Por conta do dano que o vírus causa ao coração;
  • Por conta da exagerada defesa imunológica que nosso organismo é forçado a desenvolver, por conta do coronavírus.

Visão completa

Como visto acima, é preciso que os médicos fiquem muito atentos ao sistema cardiovascular de um paciente com coronavírus.

É fundamental que se faça os exames necessários para que a abordagem seja a mais completa possível.

Dessa forma, o exame não pode ficar restrito apenas aos pulmões.

É importante: caso você tenha problemas cardíacos é extremamente importante que você busque ajuda médica de forma imediata assim que aparecerem os primeiros sintomas.

Não deixe que seu quadro clínico se desenvolva para uma situação mais grave, pois, a depender da demora em buscar ajuda médica, as chances de óbito podem ser grandes.

E caso tenha ficado com alguma dúvida sobre Covid-19 e coração ou queira mais alguma informação, fique à vontade para deixar seu comentário logo abaixo, que terei o maior prazer em responder.

Sequelas cardíacas após a Covid

Você já se recuperou da infecção, mas está com medo das sequelas cardíacas após a Covid?

Seu medo é o medo de muitas pessoas, ainda mais aquelas que se enquadram em fatores de risco ou que apresentam problemas cardíacos.

Sensível a essa situação, preparei este artigo para você poder entender como a Covid pode causar danos no coração e quais as sequelas que pode causar neste órgão vital para o ser humano.

Portanto, leia até o final para você poder ficar mais orientado. Boa leitura!

Sequelas cardíacas após a Covid

Desde o início da pandemia até hoje, o assunto é destaque principal nos meios de informações e na boca do povo.

Afinal, todo mundo assiste, a uma velocidade drástica, o número de óbitos aumentando a cada dia mais.

No começo, achava-se que a infecção ataca apenas os pulmões. No entanto, o avanço da doença mostrou o poder devastador da Covid ao atacar todos os órgãos do corpo humano.

Dentre os órgãos, o que mais é afetado é o coração, o que acaba gerando muito medo na população.

E é preciso entender porque este órgão é tão afetado pela Covid. De acordo com estudos realizados pela comunidade científica, há 2 possibilidades que podem fazer com que o coronavírus cause sequelas cardíacas.

Primeira possibilidade

A primeira possibilidade pode estar relacionada ao medo dos pacientes cardiopatas em acessar ambientes hospitalares, onde muitas pessoas estão com a Covid, e contrair a infecção. 

Desse modo, as complicações cardíacas não são tratadas logo no começo, o que acaba desencadeando em agravamento da situação, ou, até mesmo, óbito.

Segunda possibilidade

A segunda possibilidade é que a Covid-19 é uma infecção que potencializa o risco, quando acomete pacientes com problemas cardíacos.

Assim, o coronavírus conseguiria acelerar e agravar os problemas cardíacos.

Porém, é importante lembrar que as possibilidades mostradas aqui fazem parte de estudos que estão em andamento, de forma que são apenas demonstrações iniciais dos resultados.

Ao se debruçar sobre a segunda possibilidade, os pesquisadores puderam identificar 3 hipóteses para explicar as sequelas cardíacas após a Covid.

A primeira explicação é a de que o Sars-Cov 2 utiliza uma enzima que converte a angiotensina 2 (ECA2) para que entre nas células.

A ECA2 é uma enzima bem atuante nos pulmões, no coração e nos vasos sanguíneos, o que acaba justificando as complicações cardíacas.

Como a quantidade de ECA2 é maior nos pacientes cardíacos e hipertensos, o risco de sequelas cardíacas acaba sendo maior.

A segunda explicação mostra que nosso sistema de defesa reage de maneira exagerada contra a Covid, de modo que libera uma alta carga inflamatória.

Essa tempestade inflamatória pode ser a causadora dos danos aos vasos e ao coração.

Uma terceira explicação mostra que a infecção, quando mais grave, pode causar isquemia miocárdica, já que o coração é forçado a trabalhar com mais intensidade, causando danos ao órgão.

E quais as sequelas cardíacas que os pacientes podem ficar após a Covid? As principais são:

  • Arritmia;
  • Miocardite (inflamação do músculo cardíaco);
  • Insuficiência cardíaca;
  • Taquicardia;

Os sintomas podem ser os mais variados, como:

  • Cansaço;
  • Falta de ar;
  • Palpitações;
  • Dor no peito;
  • Dores de cabeça, etc. 

Portanto, é importante que você fique atento às sequelas cardíacas, mesmo após se recuperar da Covid.

Há diversos relatos de pessoas que nunca tiveram problemas cardíacos, mas que desenvolveram complicações cardiovasculares após se recuperarem da Covid.

Portanto, diante dos primeiros sintomas, é extremamente importante que busque orientação médica imediatamente.

E se você continua com dúvidas sobre as sequelas cardíacas após a Covid, deixe seu comentário que terei o maior prazer em responder.

Posso fazer atividade física após o Covid?

Tive COVID-19. Posso fazer exercícios físicos?

A prática regular de atividades físicas é, sem dúvida nenhuma, uma das coisas mais importantes que podemos fazer para manter uma boa saúde.

Exercícios físicos ajudam a controlar a pressão arterial, o sobrepeso, a obesidade, o diabetes e várias outras doenças.

E os benefícios não param por aí. Há estudos que mostram que a prática de atividades físicas regulares pode ser benéfica nos portadores de depressão, além de melhorar a imunidade e manter a função cognitiva em idosos, o que significa deixar os cérebros mais ativos e funcionando bem.

Com tantas vantagens, acho que o leitor já deve estar calçando o seu tênis para ir caminhar ou para a academia, certo?

Porém, se você teve infecção pelo novo coronavírus, a COVID-19, alguns cuidados são necessários antes de iniciar ou voltar a praticar exercícios.

É o que orientam a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e Esporte (SBMEE) em um documento publicado em outubro.

Todos os pacientes que tenham se recuperado da COVID-19 precisam, antes de reiniciar o exercício, fazer uma avaliação com seu médico, preferencialmente um cardiologista.

Isso porque a COVID-19 tem o potencial de afetar o coração. Estima-se que 20-30% dos pacientes hospitalizados com a doença apresentem algum tipo de dano cardíaco, sendo esse dano pode contribuir com até 40% das mortes. Entre as complicações cardiovasculares que ocorrem nesse grupo de pacientes se destacam: lesão miocárdica (20% dos casos), arritmias (16%), miocardite (10%), além de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e choque (até 5% dos casos).

O médico então fará uma avaliação clínica, o exame físico e, se julgar necessário, poderá pedir outros exames.

A necessidade ou não desses exames complementares será determinada pela gravidade do quadro infeccioso da COVID-19 e pelo tipo de esporte que o paciente pretende realizar.

No mínimo, será necessário realizar a avaliação clínica e um eletrocardiograma. Se tudo estiver normal, o paciente pode retornar às atividades após um período de 14 dias livre de sintomas.

Se houve um quadro mais grave, podem ser necessários fazer mais exames e observar por um período mais prolongado. Pois, apesar do exercício ser fundamental para a nossa saúde, eles só devem ser realizados quando houver total segurança.

Portanto, caso tenha tido COVID-19 procure seu médico e faça uma avaliação antes de retornar às atividades físicas. O exercício vai te ajudar a manter uma boa saúde e imunidade, o que é muito importante nesse momento de pandemia em que vivemos.

Cuide da sua saúde e faça suas atividades físicas com segurança! Procure seu médico.

Coronavírus e doenças do coração

Coronavírus e coração: explicando a relação

O novo coronavírus (Sars-Cov2), o qual é causador da pandemia de COVID-19, está causando preocupações em todos, mas especialmente no grupo de pessoas que possui alguma doença do coração.

Muitos pacientes meus já me procuraram para saber maiores informações e quais precauções deveriam tomar.

Continue Reading

Termogênico: o que é? E veja 7 dicas para emagrecer!

O que é termogênico?

Termogênico é um produto que teoricamente acelera a queima de gordura no organismo.

Geralmente esses produtos, por serem vendidos como suplementos alimentares, não passam por testes clínicos mais detalhados.

Somente são feitos estudos mais superficiais e conduzidos pela própria empresa que o fabrica, o que faz esses estudos serem menos confiáveis. Continue lendo “Termogênico: o que é? E veja 7 dicas para emagrecer!”

Infarto do Miocárdio: o que é? Saiba tudo aqui!

Infarto Agudo do Miocárdio

O infarto agudo do miocárdio (IAM) é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil.

De acordo com dados do DATASUS, essa doença provoca a morte de cerca de 100 mil brasileiros por ano, sendo a principal causa de morte no país.

No período de 1995 a 2003 houve um aumento na taxa de internação por IAM de cerca de 45%. Continue lendo “Infarto do Miocárdio: o que é? Saiba tudo aqui!”