Bradicardia: O que é, Sintomas, Tipos e Tratamentos

Bradicardia

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Você já ouviu falar no termo bradicardia? Você realmente sabe o que significa a bradicardia? Então nesse artigo, vou falar para você sobre o que é bradicardia, quais são suas principais causas e os sintomas que podem aparecer diante de uma bradicardia no coração.

O que é bradicardia?

Então, bradicardia é um termo médico que é aplicado quando a frequência cardíaca por minuto está abaixo de cinquenta, isso em pessoas adultas. 

Vale ressaltar que a bradicardia nem sempre significa doença. Ela pode ocorrer em situações que a gente chama fisiológicas, situações normais ou realmente ser decorrente de doenças, de processos patológicos. 

A bradicardia, que pode acontecer em situações normais, frequentemente, ocorre em pessoas adultas, jovens e crianças.

Até atletas podem ter bradicardia mesmo estando em repouso. Também é esperado que durante o sono, sua frequência cardíaca caia, sendo conhecida por ser uma bradicardia sinusal durante o sono. 

Na grande maioria das vezes, essa situação é fisiológica e considerada normal em uma pessoa saudável. 

Entretanto, a bradicardia pode ser proveniente de doenças, ou seja, sendo causada por processos patológicos na região do nó sinusal, com isso, acaba causando a bradicardia sinusal.

Quando são gerados sintomas no paciente, a medicina chama de doença do nó sinusal, pela qual, é uma das causas do coração bater mais devagar.

Quais os sintomas da bradicardia? 

Como já foi mencionado, anteriormente, a bradicardia é definida como batimento cardíaco menor do que cinquenta batimentos por minuto. 

Então, de um modo geral, será chamado de bradicardia quando o coração estiver ciclando menos de cinquenta vezes por minuto, embora isso seja relativo. 

Por exemplo, uma recém-nascida, com uma frequência cardíaca de noventa e cinco, pode ser considerada bradicárdica. 

Isso ocorre porque no recém-nascido, é esperado que a frequência fique em torno de 120 BPM ou, às vezes, mais. Porém, no geral, cinquenta batimentos cardíacos é o ponto de corte para adultos.

Dentre os sintomas, pode-se considerar: 

  • Cansaço excessivo;
  • Fraqueza;
  • Tontura;
  • Falta de ar;
  • Dores no peito;
  • Desmaios, e
  • Confusão mental.

Todas as bradicardias são graves? 

Não. Nem todas as bradicardias são graves. Primeiro, vou citar sobre as que são consideradas fáceis de tratar.

Em primeiro lugar, existem os indivíduos vagotônicos. O que são indivíduos vagotônicos? São aqueles onde predomina o sistema nervoso parassimpático. 

Com isso, o coração recebe um comando para ciclar mais lentamente, causando, assim, um tipo de bradicardia.

Então é normal que indivíduos que sejam vagotônicos tenham frequências aí em torno de cinquenta, cinquenta e dois. Às vezes até um pouco menos quarenta e oito. E isso é considerado a princípio normal.

Atletas de alta performance também possuem bradicardia. Existem maratonistas de ponta, que possuem frequência cardíaca de 44 BPM.  

É normal que um atleta, devido ao seu condicionamento, às vezes exagerado, tenha uma frequência cardíaca mais baixa, que na maioria das vezes não é prejudicial. 

Entretanto, logicamente, cada caso deve ser investigado separadamente.

Um ponto muito importante para saber se essa frequência é benigna tanto dos vagotônicos quanto dos atletas, é colocá-los para andar em uma esteira e fazer um teste ergométrico. 

Se porventura, a frequência cardíaca subir ao se esforçar, pelo menos acima de 80% do que é chamado de frequência cardíaca máxima, significa que quando o atleta precisa elevar a frequência cardíaca, ele eleva e não há problemas ou riscos para sua saúde.

Em outras situações, podem ser reversíveis elevar a bradicardia ou o coração lento

Devido a bradicardia, podem ocorrer pausas noturnas de 2, 3 ou mais segundos em uma pessoa obesa, que causa sonolência diurna, na qual a pessoa acorda como se não tivesse dormido de maneira adequada (um sono não restaurador).

Caso você esteja com esse sintoma, procure um médico cardiologista no DF para que um exame, normalmente uma polissonografia diagnóstica, mostre o que está acontecendo contigo.

Caso o diagnóstico seja positivo, o tratamento da apneia obstrutiva do sono é realizado com CPAP (Continuous Positive Airway Pressure, ou em português, pressão positiva contínua nas vias aéreas), BiPAP (Bilevel Positive Airway Pressure, ou, pressão positiva nas vias aéreas a dois níveis).

Até uma cirurgia pode ser feita para que seu organismo fique livre das pausas noturnas e, consequentemente, da bradicardia.

Você sabia que o hipotireoidismo por lavar a bradicardia? Mas fique calmo(a), pois o tratamento do hipotireoidismo com hormônios tireoidianos, como a levotiroxina, leva ao controle da bradicardia.

Medicamentos também são causas frequentes de bradicardia. De modo que quase todos os medicamentos para tratar arritmias, diminuem a frequência cardíaca.

Converse com o cardiologista Diogo Kalil se é possível alterar ou diminuir a dosagem do remédio, para que a bradicardia seja controlada.

Agora, se for um medicamento absolutamente necessário, um marcapasso será implantado em seu corpo. 

O marcapasso é um dispositivo que estimula o coração no átrio e no ventrículo direito substituindo o marcapasso natural do coração que é o nosso nó sinusal. 

Agora, nos casos mais graves de bradicardia, o coração lento é uma preocupação ainda mais séria. 

São justamente aquelas condições onde o coração pode ficar muito lento levando à bradicardia sinusal grave ou à pausas graves, inclusive com bloqueios cardíacos mais avançados como um bloqueio átrio ventricular de segundo grau avançado ou um bloqueio atrioventricular de terceiro grau, etc.

Essas condições fazem com que o sistema elétrico do coração dê problema, causando assim a bradicardia.

Com isso, o paciente pode ter tonturas com escurecimento visual, desmaios e, em alguns casos, a bradicardia pode ser causa de morte súbita.

Há outros tipos de bradicardia, por exemplo, os que são gerados por:

  • Infarto;
  • Hipotermia;
  • Diminuição na concentração de potássio ou cálcio no sangue;
  • Exposição à nicotina;
  • Meningite;
  • Hipertensão intracraniana; e
  • Tumor no sistema nervoso central

Tratamento da bradicardia

O tratamento da bradicardia deve ser orientado por um médico cardiologista e avaliado de acordo com os sintomas, causa e gravidade da doença. 

Em alguns casos podem ser usados medicamentos. Em outros, pode ser necessária a suspensão de substâncias usadas pelo paciente. Já em casos mais graves ou avançados, pode ser necessário o implante de um marcapasso.

É normal que, com o envelhecimento, devido à calcificação do nosso sistema de condução elétrico cardíaco, o coração bata mais devagar. 

Mas, “batendo mais devagar” não quer dizer que ele bata mais fraco. Quando o coração bate mais devagar, começa a levar menos sangue para o organismo do indivíduo. 

E, com isso, o paciente pode ter sintomas como palpitações, desmaio, tontura, vontade de ficar na cama, perda de peso, diminuição do débito de urina, isso tudo pode ser por conta do distúrbio do ritmo, que é mais um causador da bradicardia.

O marcapasso é responsável por determinar o ritmo cardíaco do paciente, e é utilizado em diversos problemas cardíacos, não somente para combater a bradicardia.

Normalmente, esse aparelho é implantado por baixo da pele dos pacientes, porém, pode ser necessário instalá-lo abaixo de um dos músculos do peito.

Vale ressaltar que, caso você esteja passando por qualquer tipo de problema, procure imediatamente um médico especializado em cardiologia no DF e faça uma análise em seu coração.
Espero que tenha aprendido ainda mais a respeito da Bradicardia. Conheça sobre outras doenças acessando outros artigos do nosso blog. Fique por dentro e se previna.

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