Obesidade: O que é, causas, sintomas e tratamentos

Obesidade: O que é, causas, sintomas e tratamentos

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Hoje em dia, a obesidade já é considerada uma epidemia mundial, e segundo a OMS, é definida por um acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal, o que representa um risco à saúde.

Não é à toa que muitos dos atendimentos feitos por cardiologista em Brasília estão diretamente ligados à obesidade, especialmente por conta da hipertensão arterial e taxas elevadas de colesterol.

No Brasil, os números são preocupantes, e mais de um quinto da população está acima do peso, o que gira em torno de 22%, e pior, aumentou bastante o número de crianças obesas.

Portanto, preparamos um pequeno guia com as principais informações sobre obesidade, desde entender o que é, as causas, riscos, tratamentos e formas de prevenir.

O que é obesidade?

Como já dito, a obesidade é uma doença crônica e resultado do acúmulo excessivo de gordura no organismo.

A sobrecarga ponderal aparece quando o organismo absorve mais energia (calorias) do que gasta durante um longo período.

Esse excesso de calorias é então armazenado sob forma de gorduras. Segundo especialistas, um aumento de 20% de “massa corporal ideal” constitui o ponto a partir do qual o excesso de peso torna-se um risco para a saúde.

Um elemento chave para o diagnóstico da obesidade é o Índice de Massa Corporal – IMC, calculado dividindo o peso (em kg) pela altura (em m) ao quadrado.

A OMS considera o sobrepeso quando o  IMC é maior ou igual a 25 e menor que 30, e pessoas com IMC superior ou igual a 30, são obesas.

Contudo, o IMC não é que um valor indicativo, e deve estar correlacionado com outros fatores.

Quais as causas da obesidade?

As causas da obesidade são diversas e principalmente multifatoriais, ou seja, o conjunto de vários fatores levam à obesidade.

Fatores genéticos

70% dos obesos têm, pelo menos, um parente próximo na mesma situação. 

Além disso, problemas genéticos causam uma diminuição do gasto em repouso e ao esforço físico, uma redução do gasto energético após as refeições e uma repartição particular do tecido adiposo.

No entanto, esses fatores não são suficientes para explicar o desenvolvimento da obesidade.

Fatores alimentares

Um excesso de alimentos calóricos, em particular gorduras e açucares, em relação às necessidades do organismo, leva à obesidade.

Com a correria do dia a dia, as pessoas acabam comendo mais alimentos processados, fast foods, refrigerantes, o que contribui bastante para o aumento de gordura corporal.

Também transtornos alimentares intervêm no ganho de peso, como bulimia e compulsões alimentares, por exemplo.

Fatores psicológicos

Em caso de estresse intenso ou ansiedade, muitas vezes a pessoa come mais para compensar o problema , particularmente alimentos mais calóricos.

Sedentarismo

Não praticar exercícios físicos e o sedentarismo levam a uma redução dos gastos energéticos e a um desequilíbrio em relação aos aportes alimentares.

Em outras palavras, pessoas sedentárias gastam menos calorias que pessoas ativas, e se a ingestão de calorias não for proporcional ao gasto, o resultado será o aumento de gordura corporal e consequentemente, ganho de peso.

Falta de sono

Diferentes estudos mostram uma associação entre um tempo curto de sono e um índice de massa corporal elevado.

Dessa forma, quando uma pessoa dorme menos de 5 horas por noite, o risco de obesidade aumenta em 60%.

Por outro lado, cada aumento de uma hora de sono se acompanha de uma redução de 9% do risco de obesidade.

Sintomas da obesidade

Na verdade, a obesidade em si não provoca sintomas diretos, mas alguns transtornos ligados ao excesso de peso, que incluem:

  • Falta de ar;
  • Dificuldade para respirar durante a prática de exercícios físicos ou ao realizar simples tarefas do dia a dia;
  • Suor excessivo, principalmente nos pés, mãos, axilas e dobras;
  • Ronco e apneia do sono;
  • Anormalidades da pele, como manchas escuras;
  • Fungos e outras infecções nas dobras de gordura;
  • Dor nas costas e articulações;
  • Limitações de movimento;
  • Varizes.

Esses são sintomas físicos, mas a pessoa pode apresentar também ansiedade e depressão.

Vale destacar que como a obesidade pode desencadear outras doenças, a pessoa pode apresentar sintomas relacionados a essas doenças.

Por isso, é essencial um acompanhamento por profissionais de saúde qualificados, de forma a identificar a presença e tratar outras doenças.

Quais as consequências da obesidade na saúde?

As gorduras da nossa alimentação são lipídios que se compõem de ácidos graxos. Assim como os glucídios, os lipídios são fontes de energia para o corpo, sendo indispensáveis para se sentir em forma, para se movimentar, etc.

Por outro lado, lipídios em grande quantidade se armazenam sob forma de tecido adiposo, sob a pele e em torno dos órgãos abdominais, coração, pulmões e o fígado, por exemplo.

Esse acúmulo de gordura pode:

  • Favorecer o surgimento de placas de gordura na parede das artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, como AVC e infarto;
  • Afetar o funcionamento do fígado, que pode então secretar mais açúcar, aumentando a glicemia, cujo risco é o diabetes. Sobrepeso, sedentarismo e hereditariedade são os três principais fatores de risco do diabetes tipo 2;
  • Favorecer a formação de colesterol, placas de células de gordura que podem bloquear as artérias e aumentar o risco de acidente vascular cerebral.

A obesidade é responsável por diversas doenças associadas, entre as quais destacamos:

  • Doenças cardiovasculares: insuficiência coronariana, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, AVC;
  • Problemas respiratórios, como apneia do sono;
  • Complicações reumatológicas, com dores articulares;
  • Problemas de coluna;
  • Transtornos psicológicos, como ansiedade e depressão;
  • Aumento do risco de certos tipos de câncer (mama, útero, próstata, etc).

Como tratar a obesidade?

O tratamento da obesidade necessita de um acompanhamento multidisciplinar a longo prazo.

A abordagem é em diversas frentes, como uma reeducação alimentar, sair do sedentarismo e aumentar as atividades físicas diárias.

Além disso, é essencial tratar as doenças associadas, como hipertensão, reduzir as taxas de colesterol, por exemplo, o que exige o quanto antes uma consulta com um cardiologista em Brasília.

Também é interessante buscar um psicólogo ou psiquiatra a fim de tratar os problemas psíquicos que podem estar por trás da obesidade ou mesmo desencadeados por ela.

Vale destacar que o objetivo dos tratamentos para obesidade não é alcançar a todo preço um índice de massa corporal normal.

Os objetivos de perda de peso são definidos caso a caso com o médico, em função do contexto e do estado geral e psicológico de cada pessoa.

Caso os resultados não sejam alcançados e a saúde do paciente estiver comprometida, o médico pode propor um tratamento medicamentoso, e dependendo do grau e riscos, pode indicar uma cirurgia (bariátrica).

Como prevenir a obesidade?

O ideal é que a prevenção da obesidade comece desde cedo, fazendo com que as crianças adotem hábitos alimentares saudáveis e sejam estimuladas a praticar exercícios.

No entanto, especialmente durante a pandemia, houve um aumento considerável de números de obesos em todo o mundo.

E a explicação é muito simples: mais tempo na internet, celular e TV, e uma alta no consumo de produtos industrializados, ricos em gorduras trans e carboidratos.

Portanto, a melhor medida para prevenir a obesidade é manter uma alimentação equilibrada, fazer exercícios regularmente e ter uma boa higiene do sono.

Agora que você já sabe tudo sobre sobre obesidade, caso ainda tenha ficado alguma pergunta, aproveite e tire todas as suas dúvidas com médico cardiologista em Brasília Diogo Kalil.

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