Hipertensão Arterial: O Que é? Sintomas e Como Tratar a Pressão Alta

Hipertensão Arterial

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Muitas pessoas não entendem muito bem o que é pressão arterial, e muito menos o que é hipertensão arterial.

Não se preocupe, você não é a única pessoa que tem dúvidas. Por isso, vamos começar pelo básico:

Seu sangue precisa de pressão para ser bombeado através das artérias que vão do seu coração para o restante do corpo.

Dessa forma, a pressão arterial é a pressão exercida pelo seu sangue contra a parede de suas artérias, e quando essa pressão é muito forte, é considerada alta.

E a pressão alta é uma doença muito perigosa, pois é silenciosa, ou seja não dá sintomas.

Além disso, ela aumenta o risco de doenças graves e potencialmente fatais como infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência renal terminal.

Na verdade, são muitos detalhes para entender como tudo isso acontece, e por isso, elaboramos um pequeno guia com tudo o que você precisa saber sobre pressão alta!

Por isso, continue lendo esse artigo para saber tudo sobre a hipertensão arterial.

O que é hipertensão arterial?

Hipertensão arterial é um termo médico utilizado para descrever uma pressão arterial elevada, também chamada de hipertensão arterial sistêmica (HAS).

A pressão arterial corresponde à força com a qual o sangue é bombeado pelo coração contra os vasos sanguíneos, e é considerada alta quando é muito forte e fica acima dos limites considerados normais.

É justamente essa força que torna a circulação sanguínea possível, o que permite transportar os nutrientes e o oxigênio aos órgãos e tecidos. 

Para você entender melhor, vamos ver o que é pressão arterial, que é representada por dois números:

  • O primeiro, o mais alto, corresponde à pressão “sistólica” ou máxima, que é pressão feita sobre as paredes das artérias quando o coração se contrai;
  • A segunda, mais baixa, é a chamada pressão “diastólica” ou mínima, que é a pressão no momento de relaxamento.

A unidade de medida utilizada é em milímetros ou centímetros de mercúrio (Hg), sendo considerados normais valores de “12 por 8” cm de Hg.

Quando a pressão está constantemente maior ou igual que “14 por 9”, é considerada alta e o médico deve ser consultado.

Então, consideramos que uma pessoa sofre de pressão alta quando a medida em repouso é superior à 14 cmHg/9 cmHg, e isso após várias medições em um período de 3 à 6 meses.

Vale lembrar que a pressão não é constante: ela varia ao longo do dia. Ela abaixa à noite em posição alongada, e aumenta na posição em pé, e também no momento de esforços físicos.

Quais as causas da pressão alta?

Na grande maioria dos casos, é difícil encontrar uma causa exata da hipertensão arterial, no entanto, alguns fatores podem favorecer a elevação da pressão arterial. 

No entanto, diversos fatores de risco estão associados ao aumento da pressão arterial, alguns que podem ser modificados e outros não:

  • Idade, cujo risco aumenta com o envelhecimento, pois a parede das artérias de torna mais rígida;
  • O sexo, os homens são mais afetados que as mulheres;
  • Fatores hereditários;
  • Sobrepeso e obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Alimentação muito rica em sal e pobre em potássio;
  • Tabagismo e consumo de álcool;
  • Estresse;
  • Taxas altas de colesterol ruim.

Essas são chamadas de causas primárias, já as causas secundárias são consequência de uma doença subjacente, como problemas renais, apneia do sono, por exemplo.

Por fim, podemos mencionar também a hipertensão dita “gravídica”, que ocorre especificamente em mulheres grávidas e que representa uma complicação da gravidez.

Quais os sintomas de hipertensão arterial?

Provavelmente você já ouviu falar que a hipertensão é uma doença silenciosa, pois geralmente não apresenta nenhum sintoma.

Na verdade, a maioria das pessoas que sofrem dessa doença nem têm ideia que são hipertensas, e assim, nem são diagnosticadas.

Frequentemente é descoberta ao longo de exames de rotina. Às vezes, alguns sintomas podem ser indício de pressão elevada:

  • Dores de cabeça de manhã na parte de cima ou na nuca;
  • Fadiga;
  • Tonturas;
  • Sangramentos nasais;
  • Vertigens;
  • Problemas na visão, como visão turva ou embaçada;
  • Câimbras musculares;
  • Palpitações no peito;
  • Pequenos pontos de sangue nos olhos;
  • Zumbido no ouvido;
  • Sonolência repentina;
  • Vontade constante de urinar;
  • Dispneia.

Se você notar alguns desses sintomas, é essencial consultar um médico cardiologista em Brasília para o correto diagnóstico, visto que a hipertensão é potencialmente perigosa.

Crianças podem apresentar pressão alta?

A hipertensão arterial é rara durante a infância, e se diferencia muito daquela em adultos.

Enquanto que para um adulto um valor igual ou superior a 140/90 mmHg seja considerado uma hipertensão, em crianças, a pressão arterial depende da idade, da altura e do sexo.

Vale lembrar que são necessárias três medições em três consultas separadas para fazer o diagnóstico.

O principal problema é que o diagnóstico é tardio em razão da falta de inclusão da medida da pressão arterial como rotina no exame físico da criança.

A hipertensão arterial infantil tem causa multifatorial, sendo a hereditariedade o principal fator para o desenvolvimento da doença.

Existem dois tipos: a hipertensão arterial primária e secundária, onde a secundária é mais frequente em crianças e surge como consequência de outras doenças, por exemplo, neoplasias, anormalidades renais e endócrinas, etc.

Já a primária, ocorre após os 12 anos, e apresenta os mesmos sintomas dos adultos, podendo ser desencadeada por obesidade, alimentação inadequada, hereditariedade.

Hipertensão arterial em idosos como tratar?

Com a idade, a pressão arterial tem uma tendência a aumentar, por conta de uma maior rigidez das artérias.

Nesse sentido, os pacientes idosos hipertensos têm maiores riscos cardiovasculares, o que torna necessário um tratamento imediato.

No caso de pacientes idosos, o valor máximo tolerado da pressão arterial é um pouco maior. Esse valor chega a 140 por 90 mmHg em idosos não-frágeis e de 160 por 90 mmHg em idosos frágeis.

Assim como nos adultos mais jovens, o tratamento se baseia em mudanças no estilo de vida, ir ao médico de 3 em 3 meses e seguir o tratamento medicamentoso, especialmente em casos em que é muito alta ou que não reduziu após adotar novos hábitos.

Além disso, quando se trata de idosos, o cuidado deve ser redobrado, em particular para aqueles que têm outros problemas de saúde.

Como a hipertensão é diagnosticada?

Em primeiro lugar, saiba que a pressão arterial é variável. Ela pode aumentar e baixar em diferentes horas do dia.

Isso em razão da sua idade, sua forma física e os medicamentos que você toma.

Nesse sentido, uma medição elevada não é necessariamente preocupante.

Por isso, deve ser medida em diferentes momentos, e de preferência, após um repouso de cinco minutos.

Portanto, um diagnóstico de hipertensão arterial necessita geralmente de pelo menos três medições altas.

Além disso, outros exames podem ser solicitados pelo cardiologista a fim de confirmar o diagnóstico, como o ultrassom das carótidas e MAPA.

É importante que as pessoas procurem medir a pressão com regularidade e sempre ir ao médico para ver se está tudo bem com a saúde. 

Pressão alta é considerada como comorbidade?

Apenas para você ter uma ideia, a pressão alta é considerada um problema de saúde pública, sendo responsável por 7 milhões de mortes no mundo.

Segundo a OMS, mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo são hipertensas, e aproximadamente 4 em cada 10 adultos com mais de 25 anos de idade têm hipertensão.

É responsável por pelo menos 40% das mortes por AVC, 25% das mortes por doença arterial coronariana e 50% dos casos de insuficiência renal terminal quando associada à diabetes.

Estima-se que em razão do envelhecimento da população e o aumento das taxas de obesidade, até 2025, cerca de um terço da população apresente hipertensão.

Justamente por isso que é tão importante o diagnóstico precoce, e quanto antes começar o tratamento, é possível evitar complicações muito sérias.

Quais as consequências da hipertensão?

A longo prazo, a hipertensão arterial pode se tornar um fator de risco para diversas doenças, por exemplo:

  • Infarto;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Acidente vascular cerebral – AVC;
  • Insuficiência renal;
  • Perda da visão;
  • Redução da circulação sanguínea no cérebro;
  • Aneurismas.

Por isso, é extremamente importante fazer os exames médicos de rotina e se for diagnosticada a pressão alta, iniciar logo o tratamento.

Qual é o tratamento para pressão alta?

Como tratar a pressão alta?

A hipertensão arterial pode ser reduzida de três maneiras: alimentação, exercício físico e tratamento medicamentoso.

Vamos falar das duas primeiras. O que é possível fazer para baixar a pressão arterial?

Mudanças no seu estilo de vida podem não apenas baixar sua pressão, mas também reduzir o risco de hipertensão. Essas mudanças incluem normalmente:

  • Uma perda de peso;
  • Mais exercício físico. Não se trata de ficar três horas seguidas em uma academia. Você pode dar uma caminhada, andar de bicicleta ou passear com seu cachorro;
  • Uma alimentação mais equilibrada: reduza seu consumo de sal, açúcar e gorduras saturadas. Prefira mais frutas, legumes e carnes brancas;
  • Consumo moderado de bebidas alcóolicas;
  • Evitar situações estressantes;
  • Parar de fumar.

Quanto aos medicamentos, hoje em dia, existem inúmeros remédios para tratar a pressão alta, como diuréticos, betabloqueadores, vasodilatadores, bloqueadores de canal de cálcio, entre outros.

A escolha do tratamento que será administrado depende de sua idade, seus antecedentes médicos, as causas possíveis e claro, seu nível de hipertensão.

Como prevenir a hipertensão arterial?

Se você não tem riscos associados à hereditariedade ou hipertensão sistêmica, você pode prevenir a hipertensão arterial adotando um estilo de vida mais saudável.

Confira, a seguir, algumas dicas:

  • Fazer atividade física moderada de 30 a 60 minutos, todos os dias. Atividade física “moderada” consiste em transpirar um pouco e respirar mais rápido que o de costume;
  • Perder peso se você é obeso;
  • Se você acha que tem apneia do sono, vale a pena consultar um médico;
  • Adotar hábitos alimentares saudáveis, como evitar o sal, frituras, alimentos processados;
  • Ler os rótulos das embalagens, e escolher produtos com o mínimo de sódio;
  • Tentar chegar a um índice de massa corporal (IMC) de 20 à 25;
  • Gerenciar seu nível de estresse;
  • Limitar seu consumo de álcool;
  • Não fumar ou evitar locais com pessoas que fumam.

Como você viu, são coisas simples que você pode fazer no seu dia a dia e que podem fazer uma grande diferença na sua saúde como um todo.

Aproveite e tire todas as suas dúvidas sobre consultas e exames com médico cardiologista em Brasília Diogo Kalil

2 respostas

  1. Grata pelas consultorias.
    Suas publicações são de extrema importância ajudando milhares de pessoas com suas orientações.

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