Pressão alta na gravidez

Pressão alta na gravidez

Pressão alta na gravidez

A pressão alta na gravidez pode ocorrer devido a, basicamente, 3 causas diferentes:

  1. Hipertensão arterial sistêmica (HAS) crônica: Neste caso, a mulher grávida desenvolve a famosa hipertensão arterial, ou já era hipertensa e ocorre o diagnóstico apenas durante a gestação.
  2. DHEG (doença hipertensiva específica da gestação): Neste caso, temos a pré-eclâmpsia ou eclâmpsia. A pré-eclâmpsia se caracteriza por elevação da pressão arterial, além de proteinúria (saída de proteínas pela urina) e edema, ou inchaço, de mãos e pés. É uma doença causada por problemas na circulação placentária. Para diferenciar da hipertensão crônica, deve haver o edema e a proteinúria e, além disso, esses sintomas devem ocorrer após a 20ª semana de gravidez e antes da 12ª semana após o parto. A DHEG pode evoluir para eclâmpsia, quando ocorrem convulsões e problemas neurológicos na gestante. Neste caso, há risco de vida e o tratamento envolve o uso de anti-hipertensivos, sulfato de magnésio e a antecipação do parto.
  3. Hipertensão gestacional: Ocorre após a 20ª semana, porém sem proteinúria. Pode ser transitória ou se tornar crônica após o parto, quando persiste a hipertensão.

Medicamentos contra a pressão alta na gravidez

O tratamento deve ser instituído quando a pressão ultrapassar 150x100mmHg. Quando mais baixa que isso, não há evidência de benefício para a mãe ou o bebê. A não ser em caso de sintomas ou lesões de órgãos alvo. A medicação de primeira escolha é a alfa-metildopa, por ser a que possui maiores evidências de segurança. Bloqueadores de canais de cálcio como nifedipino, anlodipino ou verapamil podem ser considerados como segunda escolha. Os betabloqueadores são considerados seguros na gestação, embora se atribua a eles redução no crescimento fetal.

Na pré-eclâmpsia, a prescrição de diuréticos é geralmente evitada, porém os tiazídicos podem ser continuados em gestantes com HA crônica, desde que não promovam depleção de volume. Os IECAs e os BRAs são contra-indicados.

Para gestantes portadoras de HAS crônica que estão em uso de anti-hipertensivos e PA < 120/80 mmHg, recomenda-se reduzir ou mesmo descontinuar o tratamento e iniciar monitorização cuidadosa da PA.

É fundamental a realização do pré-natal de maneira correta e, qualquer dúvida, converse com o seu obstetra.

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