Estatinas podem reduzir risco de morte

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Estatinas: Estudo mostra que elas reduzem o risco de morte em pacientes de risco intermediário para doença coronariana.


Estatinas redutoras de colesterol deverão passar a ser mais amplamente usadas do que atualmente. Pesquisadores canadenses observaram isto em um estudo apresentado na Sessão Científica deste ano do Colégio Americano de Cardiologia (American College of Cardiology, ACC), em Chicago (Illinois). Estes tipos de medicamentos levaram inclusive a uma redução significativa dos eventos cardiovasculares e similares em pessoas correndo risco intermediário.

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Cientistas da Universidade de McMaster em Hamilton apresentaram três relatórios do estudo HOPE-3. O estudo incluiu 12.705 pessoas de 21 países com pelo menos um fator conhecido de risco cardiovascular, mas sem diagnóstico prévio deste tipo de doença. Os participantes foram randomizados para quatro grupos recebendo estatinas, medicamentos redutores da pressão arterial, ambos os medicamentos ou placebo. O período de acompanhamento foi de 5,6 anos. O primeiro endpoint co-primário incluiu mortes cardiovasculares (infarto cardíaco, AVC) e o segundo endpoint co-primário incluiu mortes cardiovasculares bem como insuficiência cardíaca, parada cardíaca com ressuscitação e procedimentos de revascularização.

Mortes cardiovasculares ocorreram em cinco por cento dos pacientes que receberam apenas placebo, comparado a 3,5 por cento daqueles que receberam os dois medicamentos. A redução média do risco relativo foi de 30 por cento. Os resultados para o segundo endpoint co-primário foram semelhantes.

Uma análise focando em estatinas mostrou que 3,7 por cento dos participantes que tomaram estatinas alcançaram o primeiro endpoint co-primário e 4,4 por cento alcançaram o segundo endpoint co-primário. Com 4,8 por cento (primeiro endpoint co-primário) e 5,7 por cento (segundo endpoint co-primário), a percentagem foi significativamente maior nos pacientes que receberam placebo. Em média, participantes tomando estatinas apresentaram uma redução de 25 por cento nos níveis LDL em doze meses - independente do nível inicial. Estes achados mostram claramente que até mesmo pessoas com risco intermediário para doenças cardiovasculares se beneficiam com a redução do colesterol e, consequentemente, do uso de estatinas, enfatizaram os pesquisadores liderados por Jackie Bosch.

Contudo, este resultado não se aplicou a medicamentos redutores da pressão arterial: uma análise detalhada dos resultados revelou que apenas pacientes hipertensos (pressão arterial sistólica acima de 143,5 mm Hg) se beneficiaram com estes medicamentos. Na verdade, participantes com os menores níveis de pressão arterial mostraram sinais de efeitos adversos depois de tomar estes medicamentos.

Os pacientes serão monitorados por mais três a cinco anos. Durante este período, os pesquisadores continuarão a analisar os efeitos no declínio cognitivo, disfunção erétil, visão e condições similares.

De qualquer modo, ainda são necessários mais estudos para que haja uma recomendação de mudança da prática clínica.

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Fonte: www.univadis.com.br

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