Mulheres com mais de 50 anos X doenças circulatórias: como se prevenir!

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As doenças do coração e do aparelho circulatório são a principal causa de morte em mulheres com mais de 50 anos. Saiba o que fazer para preveni-las!

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As doenças cardiovasculares e do aparelho circulatório são a principal causa de morte no Brasil, bem como em muitos outros países.

Entre essas doenças estão o acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto agudo do miocárdio (IAM), entre outras.

Em mulheres com mais de 50 anos de idade, o risco de morrer por essas doenças é ainda mais elevado comparado com mulheres em faixas etárias mais jovens.

Isso é atribuído ao fato da mulher nessa faixa etária perder a proteção do estrógeno, o hormônio feminino que é encontrado em mulheres em idade fértil.

Após a menopausa, esse hormônio se reduz muito no organismo das mulheres.

E aí o risco cardiovascular aumenta bastante.

Um dado muito interessante é que entre os óbitos de mulheres no Brasil no ano de 2013, cerca de 30% foram por doenças do aparelho circulatório.

Houve 523.195 mortes femininas. Dessas, 161.601 foram por doenças do aparelho circulatório.

Já o câncer de mama, que merecidamente ganha um grande espaço na mídia e gera toda uma mobilização de campanhas para sua prevenção, foi responsável por 14.206 mortes.

Ou seja, o risco de se morrer por uma doença cardiovascular e do aparelho circulatório é cerca de 11 vezes maior do que o risco de morte por câncer de mama.

Portanto, concordamos que o câncer de mama deva ser tratado com toda a seriedade pelas autoridades da área de saúde pública como maneira de tentar aumentar sua prevenção.

Porém estamos falhando na redução das mortes por doenças do aparelho circulatório, que são muito mais frequentes.

Como vimos, as mortes por doenças cardiovasculares em mulheres costumam ocorrer principalmente naquelas com mais de 50 anos.

Porém a prevenção já deve começar bem mais cedo, pois a doença aterosclerótica (ou processo de formação de placas “de gordura” na parede das artérias) já começa com cerca de 20 anos de idade.

O evento mórbido já começa a ser preparado na mulher jovem, para ocorrer quando ela perde a proteção hormonal.

Como fazer então para prevenir essas doenças?

Seguem as medidas que você mesmo pode fazer, de acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia:

I) Intervenções no estilo de vida

Tabagismo – as mulheres devem abandonar o uso de tabaco, e se necessário utilizar terapia farmacológica ou reposição temporária de nicotina para atingir este objetivo.

Atividade física – as mulheres devem realizar pelo menos 30 minutos de atividade física de moderada intensidade 3 a 6 dias por semana. Quando o objetivo é perder peso, o tempo de exercício deve atingir de 60 a 90 minutos por dia.

Reabilitação – deve ser realizada por todas pacientes que apresentaram um evento cardiovascular.

Dieta – deve ser realizado o consumo de dieta rica em frutas, fibras e vegetais; o consumo de peixe deve ser feito pelo menos 2 vezes por semana. Gorduras saturadas devem compor no máximo 10% da energia total diária e gorduras Trans devem ser evitadas. O consumo de álcool deve ser limitado a no máximo 1 drink por dia. A ingestão de proteína da soja (25 gramas /dia) pode reduzir o colesterol plasmático (-6% do LDL-C) e, portanto, pode ser considerada como auxiliar no tratamento da hipercolesterolemia.

Ácidos graxos ômega 3 – são derivados do óleo de peixes provenientes de águas frias e profundas, que reduzem a síntese hepática dos TG. Em altas doses (4 a 10 g ao dia) reduzem os triglicérides e aumentam discretamente o HDL-C. Podem, entretanto, aumentar o LDL-C. Em portadores de doença arterial coronária, a suplementação de 1g /dia de omega-3 em cápsulas, reduziu em 10% os eventos cardiovasculares (morte, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral). Portanto, os ácidos graxos ômega-3 podem ser utilizados como terapia adjuvante na hipertrigliceridemia ou em substituição a fibratos, niacina ou estatinas em pacientes intolerantes.

Depressão – deve ser tratada em mulheres com diagnóstico realizado por especialista.

II) Intervenção em fatores de risco

  • Pressão arterial – nível ótimo – tentar manter níveis de pressão arterial < 120/80 mm Hg por meio de controle de peso, dieta saudável, atividade física e consumo moderado de álcool, restrição de sódio.
  • Lípides e níveis de lipoproteínas – níveis ideais com medidas de estilo de vida: devem ser encorajados LDL-colesterol < 100 mg/dl, HDL-colesterol > 50 mg/dl e triglicérides < 150 mg/dl.
  • Lípides – Farmacoterapia i. Mulheres de alto risco devem receber terapia para manter seus níveis de LDL <100mg/dl. Opcionalmente podem ser atingidos níveis >< 70mg/dl em mulheres com doença aterosclerótica manifesta. ii. Mulheres de risco intermediário ou com múltiplos fatores de risco devem receber farmacoterapia se seus níveis de LDL estiverem > 130 mg/dl. Mulheres com risco baixo. iii. Mulheres sem fatores de risco devem receber farmacoterapia se LDL > 190mg/dl.
  • Diabetes – medidas adequadas devem ser utilizadas para o controle da glicemia e se possível manutenção da Hg A1c < 7%.

Portanto a prevenção é um trabalho conjunto da paciente e do médico e outros profissionais envolvidos. Consultas periódicas com seu cardiologista para avaliar seu risco cardiovascular são importantes!

Mas posso garantir que, nessa equação, o papel da mulher é o mais importante. Se conscientizar e mudar o estilo de vida tem um peso primordial no sucesso do processo de prevenção e de tratamento.

Por tudo isso, mude seu estilo de vida e comece a realizar a prevenção o quanto antes para evitar complicações futuras!

Um forte abraço!

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